O livro 'Eu, Carolina',
lançado no início de Dezembro, em que Carolina Salgado
expõe, não só a sua vida íntima com Pinto
da Costa mas também factos que comprometem o Presidente do
Futebol Clube do Porto nos crime de corrupção desportiva
e evasão fiscal, e ainda o acusa de ter sido o mandante de uma
"coça" ao ex-vereador do PS de Gondomar Ricardo Bexiga, foi sem
dúvida alguma a obra mais falada do ano (2006). As
revelações de Carolina levaram mesmo à reabertura
de processos relacionados com o caso de corrupção no
futebol Português "Apito Dourado"; processos esses que
estão a ser coordenados pela magistrada Maria José
Morgado.
in "24Horas", 29 Dez 2006
No livro publicado
pela D. Quixote, no sofrível estilo Inglês «kiss and
tell», Carolina conta que foi uma bem comportada menina
até ao falecimento da avó. No antigo Liceu de Gaia,
traumatizada com a perda, fez-se rebelde. Aos 16 anos, perdeu-se de
amor pelo futuro pai dos filhos, relação proibida pela
família. "Cega de amor" fugiu de casa. Com dois filhos nos
braços, diz que descobriu que o marido era "um mulherengo",
escapando-se para casa da irmã. Tornou-se promotora de vendas,
mas como ganhava pouco aventurou-se no 'Calor da Noite', onde,
afiança, ter-se mantido virtuosa, não se sentando sequer
ao lado dos clientes que a abordavam, atraídos pelos seus modos
recatados. Outra das regras era não dançar com
ninguém, tabu que quebrou com Pinto da Costa, por quem se
apaixonou.
(..) Há um ano, mergulhada nas ondas de uma praia do Porto,
Carolina Salgado ilustrava com posses provocantes as centrais de uma
revista cor-de-rosa. Irradiando felicidade, confessava ter realizado,
tão jovem, os três maiores sonhos da sua vida - conhecer
pessoalmente sua Santidade o Papa, Valentim Loureiro e Pinto da Costa.
"Seu marido", lembrava, anunciando para breve o casamento, abrilhantado
pela voz de Ágata.
Quatro meses depois, chegava ao fim a aventura que os mais
próximos do casal sempre temeram acabar mal - desnudada na
praça pública e recheada de roupa para lavar.
in "Expresso",
16 Dez 2006
Frases do livro:
»» "O Jorge Nuno pediu ao major que, como presidente
da Liga, intercedesse, usasse das suas influências, de modo a que
o Mourinho não fosse penalizado ou mesmo suspenso [O caso da
camisola que Mourinho rasgou ao jogador do Sporting, Rui Jorge]».
»» "o Araújo funcionava como uma ponte entre o
Jorge Nuno, o Reinaldo e os árbitros, disponibilizando-lhes
simpatias, tais como raparigas e outros bens, a que, em código,
davam o nome de «fruta» e de «café com leite"
»» "Apesar de ainda não ter 30 anos, a minha
experiência de vida já é longa"
»» "E, por fim, a Jorge Nuno [Pinto a Costa], por tudo o
que me ensinou. Sem ele este livro nunca teria sido possível." |